sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Adiafa Filatelia



Santiago Cruz Arboleda
Comissário da Colômbia


Mario Masis Brenes
Comissário da Costa Rica

VÁ PROGRAMANDO A ESTADIA DE UNS DIAS EM LISBOA, DE 1 A 10 DE OUTUBRO DE 2010, TERÁ UMA CIDADE BONITA E ANTIGA PARA APRECIAR, UM CLIMA AMENO E A EXPOSIÇÃO DE FILATELIA, PORTUGAL 2010, A FESTA DA FILATELIA MUNDIAL PARA VISITAR!



PERA DE SATANÁS


Como é sabido o selo 57 do Catálogo Afinsa foi falsificado por um indivíduo do Norte, de seu nome Alfredo Alves Mendes, de alcunha “Pêra de Satanás”, razão pela qual essa versão da estampilha é conhecida pelo apodo.
Pois bem, o antigo jornal “O Século de 2/2/68, pela pena do Prof. Varatojo, escalpelizou as façanhas do falsário “Pêra de Santanás”.
Moeda falsa seria mais a sua especialidade, fugas espectaculares dos cárceres por onde passou, também era muito do seu jeito, segundo o estudo.

"Pêra de Satanás"

Porém, aqui está em causa a manobra construída para a falsificação do selo. Vou direito ao assunto.
“Pêra de Satanás” volta ao limoeiro, tendo como causa próxima uma visita. Cumprida a sua última pena obtém autorização para ir “ver um amigo”. Um jovem de 17 anos empregado na Casa da Moeda, que estava preso em cumprimento de uma pena leve por delito ligeiro.
É o princípio de um contracto que o falsário espera venha a tornar-se rendoso.
Alfredo Mendes sabe tecer a teia onde enreda as suas vítimas.
Selecciona os seus colaboradores com cuidado de artista, com mestria. O jovem fica indigitado para figura central dum quadro que o criminoso considera a sua obra-prima e quando sai do Limoeiro encontra o mestre à sua espera.
Festejam e o “Pêra de Satanás” faz o esboço, os retoques muito depois quando a ingenuidade do cúmplice lhe prova ter as bases suficientes para “expor a obra terminada.
Obtém assim clandestinamente os clichés das estampilhas de 25 e 100 réis.
O papel obtém-no na mesma origem e a máquina de impressão “Minerva” para a impressão adquire-a “ilegalmente” por 20$000 réis num estabelecimento da Praça Luís de Camões, em Lisboa.
É o investimento necessário para a produção em série que irá inundar o mercado, em concorrência com os Correios.
Faltava instalar um sistema de venda seguro para não alertar a autoridade.

Par "Pera de Satanás"


Selo de réis D. Carlos, o genuíno

O encarregado da venda “O Abade”, de nome Caetano Simões, que de moço de padeiro, fora promovido a criminoso.
As estampilhas surgem timidamente nos arredores de Lisboa e a pouco e pouco começam fazer sentir-se “pesar”.
O artificio da vente é simples. Trata-se de uma quantidade de selos recebidos de África de um amigo que pagou uma conta em selos e ele, o “Abade” não tem correspondência que lhe consuma tudo.
Está disposto a perder algum, mas pretende realizar dinheiro depressa.
A onda dos selos falsos, mas impressos com as chapas dos autênticos vai invadindo o mercado.
Durou até à conferência periódica dos “clichés” na Casa da Moeda. A falta de dois, alerta os Correios e as autoridades.
Como se pode ver a falsificação não em vista os coleccionadores, como teve as de falsificadores famosos no vasto mundo da filatelia.
Porém o Pêra de Satanás que pode ser reconhecido por uma impressão e acabamento pouco cuidados, figura no Catálogo onde é atribuído para novo, o custo de 105.00 €, e 78.00, para ao genuíno.


Daniel Costa
Escrito e adaptado a partir de cópia do citado artigo do Prof. Varatojo.
Foto reconstituição do “Pêra de Satanás”: Reconstruída por Daniel Costa, em estilização, a partir da ilustração do mesmo artigo.

Link da entrevista que o Director do Departamento de Filateia dos CTT Correios de Portugal me concedeu em 27/10/2009:

http://sol.sapo.pt/blogs/mitalaia/archive/2009/10/28/FRANQUIA-_2D00_-Entrevista-com-o-Dr.-Raul-Moreira.aspx

NOTA: A entrevista saiu em 12/11/2009, no "JORNAL DA AMADORA".

Daniel Costa

1 comentário:

xistosa - (josé torres) disse...

O que custa ser vigarista e ladrão, neste país, mas só para os pequenos, "ladrõeszecos".
É bem verdade que viver é saber viver.

Um abração e bom fim de semana.