domingo, 5 de junho de 2011

APM - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MAXIMAFILIA

APM – ASSOCIAÇÃO PORTUGESA DE MAXIMAFILIA

Decorria o ano de 1978, nascia a Associação Portuguesa de Maximafilia. Como tudo tem um início e um imprevisível fim!...
De inicio o principal interessado em divulgar esta especialidade filatélica, o Eng. António dos Santos Furtado, tinha proposto ao então Director da Associação de Filatelia Temática, sedeada no Porto, criar ali um Núcleo de Maximafilia, o que foi prontamente aceite. Porém, para a concretização, fez nada.
Um dia o Eng. Furtado, que já era meu amigo, já que eu dirigia a Revista Filatélica Portuguesa FRANQUIA, a única que através dos seus excelentes artigos estava a divulgar a Maximafilia.
Em resultado, um dia travámos conversa, sobre o Núcleo que não era concretizado.
A propósito disse:
Porque o Senhor Engenheiro não cria uma Associação própria?
Este depois de escutar, respondeu:
Quantos sócios, acha que adeririam?
Depois de equacionar os maximafilistas mais conhecido e os motivados pelos artigos, disse: para já cerca de 20.
Senhor Daniel, Acha?
“Com 15 já podia arrancar!...”
Ao outro dia, tudo se preparava para nascer a Associação Portuguesa de Maximafilia.
Logo, de 28 Junho a 2 de Julho, a A P M, organizou a primeira exposição oficial, exclusivamente de maximafilia, a I EXPOSIÇÃO NACIONAL DE MAXIMAFILIA, nas instalações de Gulbenkian, com 26 participações. Uma verdadeira festa maximófila.
                                            
O catálogo da exposição foi improvisado por mim próprio, que além de fazer parte da Comissão Organizadora, fui ainda jurado. O Engº. Furtado, o verdadeiro motor da engrenagem, achou por bem convidar o francês Coronel Gonzague de la Ferté, para supervisionar o júri.
                                           
À esquerda, o Coronel Gonzague la Ferté
recebe um quadro das mãos de Engº. Furtado

Em 1979, integrada na Primeira Turipex, realizada no Alvor, deu-se a Primeira Bilateral de Maximafila, PORTUGAL – ROMÉNIA, nos Paços do Concelho de Portimão. Também fiz parte da Comissão Executiva, superiormente, chefiada pelo Engº. António dos Santos Furtado, natural daquele concelho. Também fiz parte do júri, que inclui os médicos romenos, Dr. Valeriu Neaga e Apostol Turbatu.
                                  
A começar da direirta: Dr. Valereriu Neaga, Dr. Apostol Turbatu,
o então embaixador da Roménia e o Engº. Furtado,
no fim da visita à exposição

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MAXIMAFILIA, até ao ocaso do Engº. Furtado, na filatelia nacional portuguesa, foi sem sombra de dúvida a mais dinâmica das agremiações filatélicas nacionais.
Em 06/05/2011, em Assembleia-Geral, como está previsto nos estatutos. Por factores de diminuição de associados e sobretudo, económicos, não aparecendo qualquer lista para nova Direcção, foi deliberado suspender toda a actividade. Quer dizer, ficou traçada a via da extinção.
Acabou a Associação Portuguesa de Maximafilia!...

SELOS NOVOS – PORTUGAL

Centenário do Museu Nacional de Arte ContemporâneaMUSEU DO CHIADO – Com carimbos comemorativos de Primeiro Dia de Emissão, Estações dos Restauradores – Lisboa; Município – Porto; Zarco – Funchal e Antero de Quental, os CTT de Portugal lançaram uma série de selos, em 26/05/2011.
Taxas e tiragens: €uros 0.32 X 2 – cada 370.000; 0.47 - 160.000; 0.68 x 2 – cada 220.000; 0.80 – 155.000
                                
                                

                                 
Bloco: com dois selos de €uros 1.50 – 60.000
Desenhos: Atelier Acácio Santos / Elisabete Fonseca
Impressão: Joh. Enschedé

NOVIDADES DE MACAU

Naamyam Cantonese: em 30/05/2011 os correios de Macau lançaram um série de quatro selos e um bloco, com carimbo de Primeiro Dia de Emissão.
Taxas: 1.50, 2.50, 3.50, 4.00 Patacas
Bloco. 10.00 Patacas

                               
Desenhos: Chan Chi Vai
Impressão: Cartor Security Printing - França

Abrir o link abaixo e ver um verdadeiro festival de filatelia. Está sempre actualizado

Daniel Costa

2 comentários:

lita duarte disse...

É sempre muito bom vir aqui, Daniel.

Bjos.

xistosa - (josé torres) disse...

Não vou dizer mal ou sequer criticar os mais novos.
O ritmo de vida é diferente, os valores porque lutam também são diferentes, a visão de futuro é diferente e vive-se muito mais o presente.
Quem ainda tinha uma réstea de esperança nalguns símbolos de cultura mais abrangente perdeu-a.
Os dias agora vivem-se em ritmo alucinante o o "ontem", hoje já não tem valor.
Um abração por estes conhecimentos que ainda que diminutos, todos somados dão a cultura do que nos antecedeu.